A Infraestrutura de São José coletou 3.239,8 toneladas de resíduos volumosos durante o primeiro semestre de 2026. A ação faz parte do serviço permanente de limpeza urbana do município e tem como objetivo combater o descarte irregular, preservar o meio ambiente e manter a cidade mais limpa e segura.
A coleta de volumosos atende principalmente moradores que vivem em regiões mais distantes dos Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) ou famílias que não possuem condições de transportar os materiais até os locais adequados para descarte. Entre os itens recolhidos estão eletrodomésticos, como fogões, micro-ondas, geladeiras e máquinas de lavar, além de móveis inservíveis, como sofás, colchões, guarda-roupas, mesas e cadeiras.
Em 2025, o município já havia recolhido mais de 5 mil toneladas de resíduos volumosos. Coordenado pela Secretaria de Infraestrutura, o serviço envolve mutirões diários e conta com quatro caminhões, quatro motoristas e ajudantes, que percorrem os bairros com maior incidência de descarte irregular. Somente no ano passado, foram realizadas mais de 1.200 viagens, com custo mensal aproximado de R$ 491 mil e investimento anual superior a R$ 5,8 milhões. Todo o material recolhido é compactado e encaminhado para o transbordo, em Palhoça.
O secretário adjunto de Infraestrutura, Júlio Cézar da Silva, alerta para os impactos do descarte irregular, especialmente diante da proximidade de um período com previsão de chuvas mais intensas e possibilidade de alagamentos associados à influência do El Niño. “Além de comprometer o aspecto da cidade, esse tipo de prática oferece riscos à saúde pública e ao meio ambiente. Esses materiais podem contribuir para a proliferação do mosquito da dengue, causar o entupimento de bocas de lobo e provocar a degradação de áreas verdes. Com a possibilidade de chuvas intensas e alagamentos, o descarte irregular de móveis e outros resíduos pode agravar ainda mais esses problemas”, destaca Júlio.
Segundo o secretário adjunto, o descarte indevido também representa prejuízo financeiro aos cofres públicos, uma vez que o município precisa mobilizar equipes e recursos para recolher materiais que deveriam ser destinados aos PEVs, ecopontos ou retirados por meio do serviço de coleta de volumosos previamente agendado.
A coleta organizada contribui para reduzir a quantidade de resíduos nas ruas, garantir o encaminhamento adequado dos materiais e fortalecer a cadeia da reciclagem, gerando trabalho e renda para cooperativas e profissionais do setor.
Entre os itens mais descartados pelos moradores, sofás e colchões lideram as solicitações, mas as equipes também recolhem televisores, máquinas de lavar, fogões, geladeiras, guarda-roupas, mesas e cadeiras. “Tem de tudo. Às vezes a gente chega na casa da pessoa e já enche um caminhão só ali”, relata Júlio.
Como solicitar a coleta
Os moradores de São José podem agendar a coleta de resíduos volumosos com a empresa Ambiental, responsável pelo serviço de coleta de lixo no município. O serviço está incluído na Tarifa de Limpeza Urbana (TLU) e pode ser solicitado pelos telefones (48) 3112-3344 ou (47) 99963-5900.
O prazo para atendimento é de até 10 dias úteis, podendo variar em períodos de alta demanda, como após enchentes ou alagamentos. Os resíduos devem ser colocados na calçada a partir do dia do agendamento, pois as equipes não entram em propriedades privadas.
A Prefeitura reforça que o descarte de lixo e entulho em vias públicas ou áreas clandestinas é crime ambiental, conforme a Lei Federal nº 9.605, estando sujeito a multa e até pena de reclusão. Não são considerados resíduos volumosos materiais da construção civil, como restos de demolição, tijolos, telhas, cerâmicas, madeiras de obra, latas de tinta e solventes.
Para facilitar o descarte correto, São José mantém o Ponto de Entrega Voluntária (PEV), localizado na Rua João José Martins, nº 3.001, no bairro Potecas. O local funciona de segunda a sábado, das 8h às 16h20.


