Santa Catarina contabiliza 91,6 mil pessoas diagnosticadas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) — o equivalente a 1,2% da população catarinense, com prevalência do sexo masculino (62,6%). Apesar do estado contar com avanços legislativos e a emissão gratuita da Carteira de Identificação do Autista pela Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE), a rede pública de atendimento clínico enfrenta severos gargalos operacionais.
Filas de Espera Ameaçam o Desenvolvimento Precoce
A escassez de vagas para diagnóstico e terapias essenciais gera extensas filas de espera no estado. Dados de entidades assistenciais apontam a gravidade da situação em municípios do litoral norte:
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Balneário Camboriú: Cerca de 500 crianças aguardam por atendimento clínico especializado.
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Itajaí: A fila de espera atinge aproximadamente 1,2 mil crianças.
Entidades como a Federação das Associações de Amigos do Autista de Santa Catarina (Feamas-SC), que reúne 32 AMAs credenciadas e presta suporte a outras 30 em processo de regularização, cobram maior incentivo financeiro do poder público e da iniciativa privada para acelerar as absorções terapêuticas.
Capacitação Pedagógica e a Metodologia DUA
Em resposta às demandas da comunidade, eventos promovidos pelo Parlamento Catarinense reúnem especialistas e famílias para discutir estratégias pedagógicas que superem a mera garantia de matrícula escolar. O foco central está na implementação do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) e nos avanços da neurociência aplicada.
Pontos-Chave da Inclusão Escolar
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Personalização do Ensino: Rejeição de metodologias padronizadas, adaptando o currículo e as metodologias de ensino às especificidades neurodivergentes de cada estudante.
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Abordagem Integral: Integração de cuidados com o processamento sensorial, habilidades motoras e autorregulação para prevenção e manejo de crises no ambiente de sala de aula.
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Rede de Apoio Familiar: Fortalecimento da escuta ativa e acolhimento das demandas trazidas pelas famílias e mães atípicas na construção das práticas pedagógicas.
A efetividade das políticas públicas para a população autista no Estado depende da articulação contínua entre a expansão dos serviços de saúde e a aplicação prática da acessibilidade metodológica nas escolas.


