sexta-feira, 16/10/2026

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São José

Operação Mídia Fria: Polícia Civil investiga esquema de fraude em licitações de publicidade em santa catarina

Uma grande ofensiva da Polícia Civil de Santa Catarina colocou sob os holofotes uma suposta rede de corrupção e fraude licitatória no estado. Por meio da 3ª Delegacia de Combate à Corrupção de Joinville (3ª DECOR), a instituição deflagrou a Operação “Mídia Fria”, cujo objetivo principal é desarticular um esquema criminoso estruturado para manipular certames públicos e direcionar contratos milionários de publicidade em diferentes prefeituras catarinenses.

Segundo as investigações, o grupo empresarial envolvido teria conseguido infiltrar pessoas associadas ao seu núcleo nas comissões de julgamento técnico das licitações. Com o controle direto ou a influência sobre as bancas avaliadoras, os suspeitos garantiam o direcionamento dos contratos públicos de comunicação e propaganda, eliminando a concorrência e frustrando o caráter competitivo dos certames.

Em contrapartida, agentes públicos dos municípios afetados teriam atuado para facilitar a atuação do grupo empresarial, recebendo vantagens indevidas. Além da fraude licitatória e da corrupção (ativa e passiva), a polícia apura o crime de lavagem de dinheiro para ocultar e dissimular a origem dos valores transacionados no esquema.

Ação Integrada e Alcance da Operação

Para coletar provas e aprofundar os indícios já colhidos, as equipes policiais foram às ruas para cumprir 18 mandados de busca e apreensão. As diligências mobilizaram agentes em importantes regiões econômicas e administrativas do estado:

  • Joinville

  • Florianópolis

  • Blumenau

  • São Francisco do Sul

  • Imbituba

  • Urubici

Os alvos das buscas incluem endereços residenciais e comerciais ligados aos empresários e aos agentes públicos investigados. Documentos, mídias digitais e equipamentos eletrônicos foram recolhidos e passam agora por perícia.

Próximos Passos

As investigações continuam correndo sob segredo de justiça. Com a análise detalhada do material apreendido durante a operação, a 3ª DECOR pretende identificar novos envolvidos e mapear o alcance total do prejuízo aos cofres públicos.

Novos depoimentos e diligências complementares devem ocorrer nos próximos dias para consolidar o inquérito policial e responsabilizar criminalmente os envolvidos.