A recente polêmica envolvendo fragmentos encontrados na pista de atletismo da Beira-Mar de São José trouxe novamente à tona um problema antigo enfrentado por atletas e treinadores que utilizam o local: a circulação frequente de animais de estimação dentro da área destinada à prática esportiva.
Embora exista um espaço específico para pets localizado a apenas 72 metros da pista, muitos tutores continuam utilizando o complexo esportivo para passear com seus animais, inclusive durante os horários de treinamento. Segundo atletas, a situação gera riscos constantes tanto para quem pratica esporte quanto para os próprios animais.
Durante atividades de velocidade, salto e corrida, a presença de cães na pista pode provocar colisões, quedas e lesões. O problema se agrava nos momentos em que os animais circulam sem guia ou cruzam repentinamente o trajeto dos atletas que por muitas vezes estão treinando modalidades de alta velocidade, o que gera riscos aos atletas e aos pets.
Risco à saúde
Além dos riscos de acidentes, atletas também apontam problemas relacionados à higiene e à saúde. Um dos pontos mais sensíveis é a caixa de areia utilizada para as provas de salto em distância.
Segundo os esportistas, o espaço tem sido frequentemente utilizado por animais para urinar e defecar. Como parte dos exercícios e das competições exige que os atletas caiam diretamente sobre a areia após os saltos, a situação gera preocupação entre treinadores e praticantes. De acordo com relatos da equipe, já houve casos de atletas que desenvolveram infecções associadas à exposição ao ambiente contaminado por fezes e urina de animais, já que no salto, o atleta cai sentado na areia.
Estrutura para os animais já existe
A menos de 100 metros da pista, existe uma área específica destinada aos animais de estimação. O espaço foi criado justamente para permitir a convivência dos pets em um ambiente adequado e seguro, sem interferir nas atividades esportivas. Mesmo assim, a utilização da pista por tutores e animais continua sendo motivo de reclamações frequentes por parte dos usuários do complexo esportivo.
A discussão voltou a ganhar força após a circulação de vídeos que mostravam fragmentos azuis espalhados pela pista e que foram inicialmente confundidos com veneno para ratos. Embora a suspeita tenha sido posteriormente associada a uma bola medicinal rompida durante um treinamento. Em postagens na rede social, algumas pessoas chegaram a comentar com acusações de que os atletas tinha jogado veneno no local e o episódio reacendeu o debate sobre a utilização adequada do espaço esportivo e os desafios enfrentados diariamente por atletas que treinam no local.

